“Siga o caminho da sua natureza”.
Elisa Schmidt
Florianópolis pode ser compreendida como um organismo vivo, onde o mar, o vento, a mata e o ritmo urbano influenciam diretamente a forma como os corpos se organizam, se movimentam e se relacionam com a saúde. Conhecida como Ilha da Magia, essa cidade é um território onde a natureza está presente no cotidiano e molda a maneira como o corpo se adapta e encontra equilíbrio.
Esses elementos dialogam profundamente com os princípios que fundamentam a filosofia de Andrew Taylor Still (1828–1917), fundador da osteopatia, para quem a vida é movimento, equilíbrio e relação.
Insatisfeito com os tratamentos médicos de sua época, Still dedicou sua vida ao estudo profundo da anatomia, defendendo que o corpo possui mecanismos próprios de autorregulação e cura quando encontra as condições adequadas.
Still descreve o corpo humano em sua biografia como uma máquina perfeita, governada por leis naturais, na qual cada parte depende da harmonia do todo. Em suas palavras, “O corpo humano é a farmácia de Deus”, uma expressão que reforça a ideia de que o organismo possui recursos internos para a cura.
Para ele, a doença não era um inimigo isolado, mas a consequência de desequilíbrios estruturais e funcionais. Essa visão deu origem à osteopatia como uma abordagem terapêutica baseada no respeito à inteligência do corpo.
Um dos princípios centrais defendidos por Still é que a estrutura governa a função. Alterações na mobilidade de articulações, músculos, fáscias ou vísceras podem comprometer o funcionamento dos sistemas corporais. A osteopatia surge, portanto, como um caminho para restaurar movimento, circulação e comunicação entre os tecidos, favorecendo a saúde de forma global.
Minha abordagem considera o ser humano em seus aspectos biológicos, psicológicos e sociais, entendendo que o corpo não está separado do ambiente em que vive. Florianópolis favorece essa leitura integral, pois convida à escuta, à presença e a uma relação mais consciente com o próprio corpo.
Ao mesmo tempo, esse território nos convoca à responsabilidade com aquilo que chamo de corpo social: nossas relações, a vida em comunidade e a preservação do meio ambiente.
Apesar das qualidades da ilha, vivemos também desafios importantes como o crescimento urbano desordenado, impactos ambientais e tensões sociais que interferem diretamente na saúde coletiva e individual. Nesse contexto, retomo um ensinamento essencial de Still: é nossa função encontrar a saúde, pois a doença qualquer um pode encontrar.
Meu trabalho em osteopatia em Florianópolis é um convite para que você se reconecte com a inteligência do seu próprio corpo, escute seus ritmos e reencontre caminhos de equilíbrio e saúde. Aqui, a osteopatia continua um legado que integra ciência, sensibilidade e profundo conhecimento do corpo humano, em diálogo constante com a natureza e a cidade.
Elisa Schmidt
Adorei o que escreveu, é a mais pura realidade da vida que temos!
Nosso corpo governa nossa vida, é tudo um conjunto.
Oi Géssica! Obrigada pelo comentário! <3